Trabalho em Equipe: Por que é tão Difícil? (Parte II)

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*Carlos Basso     –    As organizações são compostas de departamentos/ áreas funcionais. Temos, portanto, uma diretoria com seus respectivos gerentes e, abaixo deles, supervisores e demais colaboradores. A empresa não trabalhará em equipe se o supervisor e o gerente não fizerem parte “da equipe”. Não existe o gerente e a equipe. Existe a equipe, onde o gerente é um dos membros. O resultado do gerente (área/ departamento), depende de todos os membros.

O que vejo, em geral, são pequenos agrupamentos de pessoas que trabalham apoiando a atuação de umas com as outras. Porém, a existência de diversos agrupamentos liderados por diferentes supervisores não atuará em equipe se estes também não atuarem unidos em torno de objetivos comuns da empresa.

Se não bastasse isso, vejo que os vários gerentes de um departamento vinculados a um mesmo diretor não atuarão em equipe se não comungarem dos mesmos objetivos do diretor/ empresa. O que ocorre na prática, é que cada um elege suas prioridades. É como se esquecessem que há um resultado maior a ser obtido, não pela área ou pelo departamento, e sim pela empresa. Na comunidade empresarial é comum chamarmos a isso de “feudos”. Embora velado, isso é ainda muito comum ainda nas organizações deste novo milênio. Significa que quando há discussões internas e precisam tomar decisões, devem eleger o que é melhor para a empresa e não o que é melhor para o departamento A ou B, ou para indivíduo A ou B, a solução deve sempre caminhar na direção do que é melhor para a empresa. Na prática, as pessoas com seus egos, têm dificuldades em trabalhar esses aspectos.

CARACTERÍSTICAS DO TRABALHO EM EQUIPE

O verdadeiro trabalho em equipe funciona quando há:

  • INTERDEPENDÊNCIA – Ou seja, todos trabalham em assuntos importantes, em que cada membro tem um papel, isto é, o trabalho de todos é importante e imprescindível para a equipe. Essa é a condição central.
  • CONFIANÇA – Os membros desenvolvem credibilidade entre si. Isso permite a cada um dar o melhor de si e ajudar o outro pois sabe que se precisar, também receberá ajuda.
  • COMUNICAÇÃO – Os membros têm conhecimento do que deles se esperam, o líder é assertivo e não existem questões escondidas. Há incentivo ao diálogo como forma de integrar a todos.
  • LIDERANÇA – O gestor está comprometido com a melhoria do desempenho da equipe a ponto de assumir riscos. Distribui o trabalho de forma justa e se empenha em desenvolver as competências dos membros da equipe.
  • DECISÃO CONJUNTA – Todos os membros são envolvidos nas questões que importam à equipe, cada um sabe qual é sua parte e todos concordam em participar. Desta forma o comprometimento é maior.
  • INFLUÊNCIA – Cada participante tem a oportunidade de influenciar a agenda do trabalho e todos são ouvidos.
  • EMPENHO – Os membros sabem da importância de cada um dar o seu máximo em favor dos resultados da equipe.
  • LIDERANÇA COMPARTILHADA – A liderança é rotativa o que significa que dependendo do trabalho a ser realizado diferentes membros podem liderar a equipe. Neste momento, o líder formal, é um recurso da equipe.

Se você avaliar estes aspectos em sua empresa, seu departamento e em seu grupo de trabalho, que resultados obterá?

METAS ESPECÍFICAS DE PERFORMANCE

A necessidade do trabalho em equipe surge quando há um desafio de performance que tenha significado para todos. É um processo contínuo e interativo de um grupo de pessoas aprendendo, crescendo e trabalhando interdependentemente para alcançar metas e objetivos específicos no suporte a uma missão comum.

O compromisso partilhado ajuda a diminuir o medo do fracasso e encoraja os participantes a aprenderem e se aperfeiçoarem. As carências de conhecimentos e as capacidades são melhoradas através do trabalho desenvolvido em conjunto. O individualismo natural e o senso de responsabilidade pelo trabalho motivam os membros ao aprendizado. Basta existir potencial de desenvolvimento para que a equipe os desenvolva.

PARA QUE UMA EQUIPE SE MOTIVE, ESTABELEÇA METAS

Como podemos contar com um grupo de pessoas crescendo e se desenvolvendo se não formos claros em nossas expectativas? É preciso que o líder deixe claro a todos os membros o que se espera de cada um no trabalho. Fixar metas, proporcionar recursos, acompanhar e monitorar o cumprimento das mesmas, observar os esforços empreendidos pelos membros encoraja-os a darem o melhor de si. Neste particular a presença do líder com seu espírito e prática do trabalho em equipe é fundamental, por ser capaz de capitalizar as sinergias existentes.

A prática adequada de feedback pelo líder é outro ponto para o encorajamento, valorizando as boas práticas e não se omitindo quantos aos comportamentos que precisam ser modificados. Agindo assim, o líder irá manifestar tratamento justo e imparcial a todos os membros.

Se quer que seus membros de equipe melhorem seu desempenho, estabeleça metas a cada um. Estabeleça e obtenha o compromisso de cada um, para as metas definidas.

DIAGNÓSTICO DE DESENVOLVIMENTO DE EQUIPE

A CR BASSO é especialista em educação corporativa e ministra treinamentos para líderes e membros de equipes como oportunidade de ampliar o desempenho e resultados organizacionais.

Para colocar em prática nossas crenças no tocante ao trabalho em equipes, apoiamos nossos projetos através de diagnósticos prévios utilizando dois instrumentos:

  • Diagnóstico Ouvir Vozes de Equipes (qualitativo)
  • Questionário de Competências de Equipe (quantitativo)

Os instrumentos são aplicados através de entrevistas, ouvindo líderes e amostra de liderados, além disso, aplicamos um questionário modelo detectando as competências mais valorizadas na equipe, o que permite identificar pontos fortes e pontos de desenvolvimento de forma quantificável.

O diagnóstico funciona como um raio x da atuação dos grupos de trabalho na empresa diagnosticada e ele permite construir o programa para desenvolvimento das equipes, mais alinhado às carências detectadas tanto na visão dos líderes como na dos liderados. Com nosso diagnóstico, será possível à empresa fazer uma análise comparativa de resultados antes e depois do programa aplicado. Consulte nossos consultores para saber mais sobre o diagnóstico.

*Carlos Basso – Consultor organizacional e de recursos humanos que há mais de vinte anos acumula experiências de consultoria e de treinamento em Desenvolvimento de Lideranças, Estratégias de Negociação, Comunicação e Feedback, Gestão Estratégica de Negócios, Gestão de Pessoas, Estratégias com Clientes, Team Building, Gestão em RH, Planejamento Estratégico e Gestão por Indicadores – BSC, entre outros temas. Administrador de Empresas com MBA em Marketing pelo IBMEC-SP. Executive and Professional Coach pela SBCoaching. Especializações em Finanças Corporativas pela FGV-SP e New York University-NY. Mentor e coordenador do Programa de Líderes PDL-Plus. Autor de dezenas de Manuais Técnicos sobre o ambiente Corporativo. Coautor dos Livros: Excelência ao Cliente; Gestão do Tempo; Equipes de Alta Performance pela Editora SER+. Escreve regularmente artigos sobre relações profissionais e empresariais. Durante 15 anos, acumulou experiências atuando em cargos estratégicos no mercado financeiro. Especialista no desenvolvimento e apresentação de treinamentos, programas de desenvolvimento de líderes e palestras a executivos e demais profissionais, bem como, por estruturar e conduzir projetos de consultoria tanto organizacional como de recursos humanos em organizações de todo o Brasil. Foi agraciado com o título de Empreendedor em RH 2015, pela Revista Gestão & RH.

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