Volume de cargas transportadas pode aumentar 30% até 2026

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Estimativa da ANTF é baseada em caso de sucesso da renovação de concessões para as operadoras de transporte de carga

A repactuação antecipada dos contratos de algumas concessionárias de ferrovias e os investimentos viabilizados nos novos contratos pode significar um salto no volume de cargas transportadas, até 2026, de 550,6 milhões à 709,1 milhões de TU (toneladas úteis). A estimativa é da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) que leva em conta os investimentos globais da iniciativa privada de R$ 25 bilhões até 2023.

“As ferrovias de carga têm papel essencial no comércio exterior brasileiro e contam com uma participação crescente no volume transportado anualmente. Mais de 98% dos minérios chegam aos portos pelos trilhos, por exemplo. A integração do sistema permite a competitividade do minério de ferro no mercado externo, contribuindo para o saldo positivo da balança comercial e, por consequência, impactando positivamente o PIB do País”, afirma o diretor executivo da ANTF, Fernando Paes.

Adicionalmente, o estudo da entidade aponta também que esses investimentos possam gerar quase 38 mil postos de trabalho na construção civil e mais 3,5 mil na indústria ferroviária nacional, entre diretos e terceirizados. “Está mais do que evidente que a conclusão desse processo de prorrogação é do interesse tanto das empresas concessionárias quanto do interesse público – da sociedade e do Governo Federal”, ressalta Paes.

Números do setor – O diretor executivo da ANTF avalia que o modelo de negócios, vinte anos após a concessão das ferrovias à iniciativa privada é bem sucedido quando analisados os números do setor. “De 1997 a 2016, houve um aumento de 148% na produção das ferrovias, chegando a 341 bilhões de TKU no ano passado. O crescimento na movimentação (em TU) saltou 117,9%, alcançando 503 milhões – marca inédita para o setor. No transporte de contêineres, multiplicamos em 128 vezes a quantidade transportada desde o primeiro ano de concessão, com nada menos que 442.100 TEUs em 2016”, explica Paes.

Ele, salienta também, a redução de 85% no índice de acidentes em na malha no ano passado, período em que os acidentes ferroviários representaram menos de 1% do total dos acidentes em transportes. “Em 60% dos acidentes ferroviários não houve fatalidades”, finaliza.

Fonte: ANTF

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